O branco que encanta, reflete e faz pensar…

Falaram pra mim que aquilo era neve. No feriado de Thanksgiving. Mas não, não me convenceu. Nem branco era. O nome certo para aquilo é flury. Para mim, uma chuva grossa, mas continuava sendo transparente.

Então veio de novo, dessa vez branco e com consistência de neve! No dia 6 de dezembro, bem quando fazia cinco meses que eu deixara o Brasil… Dessa vez era neve, mas bem pouca, o colorido da paisagem ainda prevalecia.

Foi então que hoje, quase meia noite, eu já indo dormir, minha host bate na porta desesperada para eu olhar pela janela! Tudo branquinho… lindo! Aí sim posso dizer que vi neve de verdade, pela primeira vez…

Ver tudo branco desse jeito dá fome. Cara de Chantilly.

Fascínio. A alegria de estar realizando um sonho é diretamente proporcional à beleza extrema aflorada pela neve. Beleza pura, sem fim… Muito, muito linda! E ainda por cima brilha!

Mas ainda mais forte é a vontade de sair correndo e pular nessa coisa fofa, que na verdade nem é tão fofa assim, pois a neve é quase dura como o gelo. Quase pois ela lembra aquele gelo da raspadinha, bem fininho, solta, uma delícia. Mesmo assim nossos olhos a consomem como se fosse uma nuvem feita de algodão. Estou encantada com tanta beleza.

Branco é a cor da paz. Um dia tentarei encontrar este nobre sentimento enquanto perco minhas emoções nessa ausência de cores que a tudo reflete. Se ele é tudo ou não é nada, imagino ali aquele lugar ideal para projeção. O retorno dos sentimentos. Jogue a emoção e ela voltará. É como se a neve fosse o presente instantâneo da lei do retorno, que muitas vezes demora toda uma vida para realizar. O branco é paz, mas é também reflexão. O reflexo de todas as outras cores. O reflexo da sua alma.

Mas vamos que vamos que ainda tem muita neve pela frente. Não vejo a hora de acordar, se ainda estiver nevando, e me jogar, com roupa apropriada, sem sombra de dúvida. E de poder usar minha máquina fotográfica nova com ainda mais vontade!

Toda essa beleza me incita a aprender mais e mais sobre a capacidade de uma Canon 7D. Chego a viajar que posso captar a aura da natureza, se Walter Benjamin me permitir essa analogia assim, digamos, forçada pelo momento. Que o fascínio e a beleza únicos emitidos pelo branco da neve sejam eternizados pela era da reprodutibilidade técnica. Agora digital.

Bom, por hoje chega, vou dormir antes que toda essa neve me leve para a geladeira assaltar aquele sorvete com la crema exagerado! Ou antes que eu perca o horário amanhã…

Stay warm, como diz minha host:-)

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2 comentários

  1. Vc escreve muito bem, a gente consegui sentir o que vc quer dizer… Nao se deixe levar pela beleza da neve, porem linda, ela pode esconder sua face fatal. Nao deixe faltar uma coberta, limpador manual dos vidros, algums nutritivos como chocolate etc e nao pisar nos freios em cima da hora. Para vc ter uma ideia `e quase como dirigir no barro la no Brasil. Verifique os limpadores e levanta-los sempre que for nevar… Cuidado com o celular, nada de texto dirigindo… falou bjs.. Lex.

  2. VC PASSOU UMA EMOÇÃO TÃO LINDA COM A CHEGADA DA NEVE,QUE POR QUASE ALGUNS SEGUNDOS EU CONSEGUI ME TRANSPORTAR PRA ESTE CENARIO MARAVILHOSO QUE VC VIU!!!!!ADOREI O TEXTO!!PARABÉNS……BJSSSSS

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