Aniversário, reveillon, conversas e hosts…

Antes de ontem (primeiro de janeiro) foi meu aniversário, porém foi um dia triste para mim. Quer dizer, nem tanto assim!! O reveillon foi maravilhoso! Tive a melhor virada de ano que eu poderia ter, na melhor festa de NYC para quem gosta de música eletrônica, gente descolada, bonita por dentro, por fora e energia positiva, com os melhores amigos que poderiam estar comigo naquele momento. Foi tudo mágico e perfeito. Saímos da festa felizes e saltitantes, apesar do frio horroroso e da neve suja (que ainda assim, para nós brasileiros, vale várias fotos hehehe), mas quando chegamos em casa foi o balde de água fria.

Bom, vou contar do começo: Tinham duas amigas comigo, que moram em Washington DC e vieram passar o reveillon pra cá para ir na mesma festa que eu. Desde quinta elas estavam dormindo na casa da Marcela, uma outra au pair que mora há 30 minutos da minha casa e ia numa outra festa. Por isso mesmo ela pediu se as duas poderiam dormir em casa de sexta para sábado (pois nossa festa acabaria beeem depois da dela e desencontraríamos). Obviamente que sim, respondi – brasileiro é brasileiro! Seria até legal pois seria meu aniversário e eu não precisaria voltar sozinha pra casa.

A melhor galera, positivíssima!

Bem, aí eu também errei em não ter perguntado aos meus hosts antes, mas já vieram amigas dormir aqui e isso era incerto. Com a correria de fim de ano, vamos esquecendo.

No trem eu mandei uma mensagem para minha host. Vou copiar exatamente igual a conversa que se seguiu, aí cada um tira sua própria conclusão:

“Bom dia! – eram 8h30 da manhã e com certeza ela já estava acordada porque as crianças acordam 7h – Tem duas amigas minhas voltando comigo para dormir no meu quarto, pois elas estão dormindo em Croton mas a outra menina foi para uma outra festa e já está dormindo. Tudo bem? E tem algum colchão que eu possa colocar no chão?”

40 minutos depois e naaaada! O trem chegou em Irvington, entramos no meu quarto e, finalmente, às 9h17 ela me respondeu: “Nós não nos sentimos confortáveis com pessoas que não conhecemos dormindo em nossa casa, especialmente quando não estamos. Nós já falamos sobre isso quando você chegou”

Bem, essa parte é mentira, pois nós nunca havíamos conversado sobre isso antes. No início ela disse que não queria que eu fizesse festa aqui quando eles não estivessem – um costume entre as au pairs quando os hosts viajam – pois ainda estava muito no começo e eles não conheciam meus amigos. Mas depois disso já vieram amigas dormir aqui, o que não chega nem perto de ser uma festa, e eles consentiram. Então, vai entender… Mas deixa eu terminar:

Ela continuou em mais quatro mensagens sequenciais “Se você já estiver no caminho e elas não tiverem para onde ir, tem um colchão de ar no quarto da Josie que você pode pegar”

“Droga, enviei essa mensagem muito cedo”

“Nós confiamos em você, mas por favor, não nos coloque nessa situação novamente”

“Se eles ficarem, você precisa pegar o colchão lá no quarto…”

Bom, aí nesse ponto tudo bem que eles não são carrascos e não fecharam completamente dizendo que NÃO. Mas depois de tudo isso as meninas já não estavam mais confortáveis para dormir aqui e eu também já estava chocadéeeerrima, pois apesar deles terem sido sinceros (até demais) nunca esperava isso, além de tudo era meu aniversário. Pensei comigo mesmo: “Será que ela pensa que eu pego pessoas na rua e trago para dormir aqui? A Lu eu conheço desde a orientação, ela chegou comigo… Enfim, respondi assim:

“Hum ok sem problemas vou tentar achar outro lugar para elas”

Ao que ela respondeu: “Nós preferimos que elas não fiquem, mas se não houver outra opção e elas ficarem no seu quarto tudo bem. Estaremos em casa no meio da tarde”.

Eu: “Não se preocupe, nós encontraremos outro jeito”.

Ela: “We appreciate that”.

Bom, aí no fim elas foram dormir na casa da Marcela mesmo sem ela lá, pois os hosts não ligam. Dirigi sem dormir, paramos no Starbucks e Mc Donalds, acabei chegando em casa meio dia e meio. É, a noite foi looonga! rs Mas cheguei triste, sei que é a casa deles e eu tenho que respeitar, mas achei ela um pouco (na verdade muito) grossa e bem no dia do meu aniversário! Estragou mesmo meu humor, minha alegria, minha paz. Mas tudo bem, questão de ponto de vista, da maneira como cada um encara a vida, de cultura, de jeito de ser, coisa que não controlamos. Hoje já estou ótima novamente. É um novo dia hahaha.

No fim eles chegaram mais de 7h da noite e eu fiquei o dia inteiro sozinha, pois nessa altura do campeonato falei para ninguém vir pra cá. Uma de minhas amigas até deixou de ir pra cidade para passar o dia comigo, mas não achei prudente recebê-la e também não estava afim de sair. Muito egoísmo né? Mas fazer o quê, não estou no Brasil e preciso respeitar a casa deles. Chegaram e as crianças já foram abrindo a porta do quarto, cantando parabéns e me entregando um esquilo de pelúcia – meu presente. Eu estava falando com a minha mãe no msn, sem clima nenhum e tive que ficar sorrindo e agradecendo sem vontade.

Hoje me levaram para almoçar num restaurante brasileiro e foi uma delícia, mas ainda não estou 100% com eles. Por mais que eu me esforce, acho muito complicado morar na casa de outra pessoa e perder completamente minha liberdade. Mas enfim, é temporário. Isso nos fortalece. E me faz pensar que também foi falta de comunicação da minha parte. Deveria ter conversado sobre isso e explicado certinho antes.

Mas também assim, eles não se preocuparam nem um segundo em saber quem eram minhas amigas e tals, isso pra mim fica claro que não estão nem aí mesmo. Duvido que fariam a mesma coisa com um filho deles, por mais que nunca tivessem visto o amigo na vida. Ta ok, não posso comparar com um filho deles, mas isso é para ilustrar que realmente não passamos de alguém que trabalha para eles… Não deixo de acreditar que para eles também não é fácil, ainda mais que eu sou a primeira au pair.

Meus hosts são muito bons em outras coisas, às vezes acho que pode ser um pouco de fingimento, pois eles sabem que eu estando feliz é muito melhor para todo mundo, outras acho que se preocupam um pouco com meu bem estar.

Mas a verdade é que conversa é sempre bom e não mata ninguém. Já tive um episódio de conversa positiva com eles que afetou todo o meu schedule, vou contar num próximo post. Isso é muito muito importante.

Fiquem agora com um vídeo bem amador feito na hora da virada, contando os segundos para entrar 2011 e…

QUE ESTE ANO QUE ESTÁ ENTRANDO SEJA MUITO POSITIVO PARA TODOS VOCÊS, PARA AS AU PAIS QUE ESTÃO TENTANDO VIR, PARA AS QUE ESTÃO AQUI E AS QUE JÁ FORAM, PARA OS JORNALISTAS – POIS NOSSA PROFISSÃO ÀS VEZES É INGRATA – E QUE DEUS ABENÇOE TODOS VOCÊS MEUS LEITORES, AMIGOS E FAMILIARES QUERIDOS! PAZ E AMOR, NUNCA SE ESQUEÇAM!

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