Nova York: Energia ou Magia?

Eu amo Nova York! Poderia ser pela possibilidade de se encontrar tudo por aqui. Mas não… Não é também pelos belos raios solares que se infiltram nas árvores do Central Park num claro dia de outono. Não só. Nem pela sensação de segurança e organização que me confere, gritante comparado com São Paulo, de onde vim (e que também adoro, diga-se de passagem). Tampouco pela possibilidade de interagir com múltiplas nacionalidades, culturas e outlets. Poderia, mas é algo mais impalpável. Mais ainda do que os infinitos ritmos e sonoridades que te embalam numa noite de contraste entre o brilho das estrelas e a iluminação da metrópole.

Você provavelmente já foi surpreendido com certas coincidências, fatos e pessoas inusitados que cruzam seu caminho por aqui, quase sem querer. As coisas acontecem, quando você menos espera. E acontecem por quê, como, quando? Em qualquer momento, porque você se permite, se os olhos estão abertos. É essa energia incrível que pulsa nessa grande maçã o que me conquistou. Claro que ela está também ligada a tudo aquilo citado lá em cima, afinal são as pessoas, os lugares, as coisas, os fatos, a história, a música… enfim, tudo o que compõe a atmosfera nova-iorquina o que se transforma em energia. Mas tem uma magia, um magnetismo, que chega a ser um mistério. Muita gente ama este lugar e é capaz de sentir isso também. Pode cheirar a obviedade, como as camisetas e canecas espalhados por todo canto estampando I LOVE NY faz parecer. Como dizia Alicia Keys e Jay-Z, naquela música pop que virou uma espécie de hino da atualidade, “In New York, concrete jungle where dreams are made, oh, there`s nothing you can`t do” (Empire State of Mind).

Mas há também quem não ache essa cidade lá tanta coisa assim. Entendo, ou não. Talvez não tenha dado tempo de sentir, de se permitir. Ou porque a energia não bate mesmo. Acontece, nem tudo é pra todos. Mas quase vai! Chega a estar perto de uma unanimidade. Confesso que logo que cheguei aqui, nos primeiros meses, demorei a me adaptar completamente e me dar conta de toda essa energia. Seja lá o que Nova York represente para você, o que eu gostaria com essa coluna é mostrar várias possibilidades existentes aqui e compartilhar. De um bom teatro a um delicioso restaurante. Um papo ali na esquina ou aquele empreendimento que deu certo. É tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo que fica difícil filtrar, achar. Prometo ajudar.

Pra começar essa semana tem um show que acho válido indicar. E o melhor, for free. Avi Wisnia retorna ao Caffe Vivaldi (32 Jones Street) no dia 9 de dezembro para uma apresentação às 8 da noite. O “tchãm” deste músico e compositor nascido no Japão, mas rodado pela Europa, Ásia até chegar em NY, é que ele tem tanta influência brasileira em suas composições, que chega a cantar em Inglês e Português! Amante de bossa nova, você irá ouvir o estilo musical criado no Rio de Janeiro misturado a American folk, jazz da costa oeste de 1950, pop contemporâneo, mesclados a arranjos com vocais e pianos. Não se surpreenda se encontrar Tom Jobim, João Gilberto, Chico Buarque e Paulinho da Viola no meio de suas músicas. Vale conferir, a energia é boa!

Texto originalmente publicado na minha coluna no www.comunidadenews.com

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